Investigo os vestígios discretos da natureza — as relações entre luz, tempo e matéria, e os detalhes que raramente são notados.
Campos ao Vento
O movimento como matéria fotográfica. Nas terras altas, o vento se torna visível — dissolvendo árvores em camadas de tempo e enchendo os vales de névoa, na trêmula linha entre o que permanece e o que passa.
01 Vigília · 5 obras
Pele da Terra
Texturas, sementes e formas orgânicas observadas de perto — como se a pele do mundo guardasse memórias silenciosas, à espera de um olhar atento que as revele.
01 Filigrana · 7 obras
Sons do Mar
O litoral e a sua gente. O mar que rumoreja, os pescadores que esperam, as ondas que se desfazem e as aves que partem — o ritmo lento da maré, guardado em luz.
01 Primeira Luz · 8 obras
Raízes do Ar
Onde a floresta reconquista o que foi feito pela mão humana. Raízes, cipós e folhas tomam o metal e a pedra abandonados — o mundo reescrito pelo verde, fio a fio.
01 Reconquista · 8 obras
Luz que Desenha
Onde a luz se torna autora — atravessando folhas, ramos e nervuras para traçar contornos que só existem por um instante, no encontro exato entre o sol e a matéria viva.
01 Anatomia da Luz · 5 obras
Fôlego da Mata
O interior úmido da floresta, onde a água desce entre as pedras, a folha se rende ao líquen e a vida troca de pele. A mata respira devagar — entre a luz coada e a sombra verde, tudo se transforma sem pressa.
01 Crivo · 7 obras
Edições limitadas
Colódio
Uma coleção de obras em tiragem limitada, com a estética da placa úmida — penumbra, botânica seca e paisagem, guardadas como em uma placa antiga.
Sobre o processo
Esta coleção nasceu de um desvio deliberado da técnica. Há na obra de Sally Mann um modo de deixar o tempo, o acidente e a imperfeição atravessarem a imagem — uma fotografia que parece já ter idade no instante em que nasce. Foi essa liberdade que persegui aqui.
As imagens foram feitas com uma câmera digital acoplada, por meio de adaptador, a uma lente construída em 1965 para as câmeras Pentax. Mais de meio século separa o vidro do sensor, e é nessa distância que a série acontece: o desenho suave, a queda de foco nas bordas, o brilho que escorre das altas-luzes e a leve névoa que só um vidro antigo sabe produzir. Nada disso é filtro — é a própria lente, com sua física imperfeita, desenhando a cena.
O resultado aproxima-se do colódio, a antiga placa úmida, sem a sua química: uma memória óptica preservada no encontro entre uma tecnologia de hoje e um olhar de 1965.
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- Materiais
- Impressão pigmentada sobre papel fine art, canvas ou acrílico, conforme a obra.
- Produção
- Sob demanda, prazo estimado de até 30 dias úteis.
- Certificado
- Cada exemplar acompanha certificado de autenticidade numerado e assinado.
- Edição
- Tiragem limitada, numerada e assinada. Encerrada a edição, não são produzidos novos exemplares.
- Formatos e valores
- Informados sob consulta.
Linguagem de galeria, não de loja. A raridade da edição limitada é um convite ao tempo, não à urgência.
Sobre
O olhar por trás
da paisagem
Através da fotografia, investigo os vestígios discretos da natureza e as relações entre luz, tempo e matéria.
Meu interesse está nos detalhes frequentemente ignorados: texturas, formas orgânicas, sombras e fragmentos que revelam uma paisagem mais íntima e silenciosa. Cada imagem nasce da observação e da busca por composições que ultrapassem o registro documental, aproximando-se da experiência contemplativa.
Essa sensibilidade não nasceu do acaso. Vem de décadas de prática — primeiro nas ruas e redações, depois nos palcos e fábricas, e hoje voltada para um olhar mais autoral e silencioso sobre o mundo natural.
As fotografias integram séries autorais e são disponibilizadas em impressão fine art. Wallace Feitosa é fotógrafo e artista visual brasileiro.
- 1987Início da trajetória fotográfica nas ruas e redações — o primeiro contato com a fotografia como vocação.
- 1992–94Passagem pelo setor editorial e de turismo no Rio de Janeiro, seguida pelo retorno ao interior para integrar a equipe de um jornal diário.
- 1994–2000Seis anos na linha de frente do fotojornalismo no jornal O Dia, registrando fatos que marcaram o estado ao longo da década.
- 2000sFundação de estrutura própria de produção, com atuação consolidada na fotografia industrial, corporativa e nas artes cênicas — cerca de 80 espetáculos registrados por ano, ao longo de três décadas.
- 2020Estúdio na Avenida Paulista, em São Paulo, ampliando a atuação para a linguagem audiovisual.
- HojeDedica-se à produção autoral em fotografia fine art, investigando a paisagem, a luz e o tempo através de séries disponibilizadas em impressão numerada.